Despertar depois do desencarne

 Logo por três décadas, o exercício do perdão novamente sobreveio, no esforço para cumprir o auxílio, especialmente para uma pessoa, que diante a minha juventude terrena, deixei escapar a rebelião, sobre as mágoas e me conectei com o mal-entendido do homem, que interpretou o genitor no meu coração. Durante minha jornada, embora tenha aceitado a reflexão, não fui capaz de trazer ao homem, o perdão no momento de, defunção.

Faltara-me honestidade emocional, para admitir meus erros, usei em benefício, apenas para o meu interesse. 

Não contabilizei, contendas, arrogância que semeava na experiência do dia a dia.

Por ignorância, ilustrei o papel de desembargador das ações de terceiros, um doutor desmedido do comportamento do próximo. Tinha nos lábios a explicação perfeita, como a matemática que mostra o resultado exato, escrevia formulas com exatidão na descrição das falhas alheias.

Como pude ser tão estúpido!

Comecei a meditar em Jesus, que tem sido minha força meu crescimento espiritual e iniciei a atitude de misericórdia, ao invés de questionar as razões das ofensas, orei com sinceridade a Deus por eles.

O perdão, libertou-me, não sou mais aquele, que amou as pessoas com objeção, na qual um dia exercitei como arma em autodefesa.

 Só agora compreendo na vaga lembranças da mocidade, a minha solidão vivenciada nos meus versos, onde espremia, meus sentimentos solitários, sem verdade alguma!


                     Pelo  Mentor, Irmão Franciscano Ernesto ☔

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