Sertão Nordestino

 Chuva cai, chuva cai

Águas de São Pedro

Trazendo as nuvens vem regando

No agreste do sertão

De tão seco 

De tão seco

morreu de solidão.


Da água só se via

No olhar, o choro da menina

De Mainha os seios fartos

O leite materno sobreveio

Acalmando o coração

Mantando-se a fome

Pois no prato de barro

Não tinha nada não

No canto da poesia soava a gratidão


Do perfume da morena

Que se arruma pro bailão

No ritmo da sanfona

Nas fogueiras de São João

O vestido gira na roda ciranda

Na dança do cangaço a quadrilha a se formar

O folclore traz a fauna das histórias encantar

Libertando a tristeza, alegria se espalhar


Lugar esse, foi feito o paraíso

O sorriso a despedida do destino

Saindo ainda moço de casa

Com esperança na mala a carregar

Voltando na velhice do aconchego

Da saudade que um dia foi meu lar

Terra amada abençoada pelo criador

De um povo heroico arretado e atrevido

Dessa aquarela  lhe digo, quem nasce no nordeste

É batizado nordestino 


🎊Poetisa Azul💙☔🌵 🌵


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